O Jornal Folha de São Paulo de 01/06/2014 publicou uma entrevista com o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa. Quando questionado sobre os indícios de superfaturamento, apontados pelo TCU, na construção da refinaria de Abreu e Lima, o ex-diretor deu a seguinte resposta:: "Na terraplanagem, o TCU se baseia em dados do Dnit, que faz estradas onde circulam caminhões de 30 toneladas. Abreu e Lima tem tanques de petróleo que pesam 100 mil toneladas".
Não cabe aqui julgar se Paulo Roberto Costa cometeu ou não irregularidades, mas o exemplo dado é de fato recorrente em todos os tribunais de contas. Certa vez o Tribunal de Contas interrompeu a dragagem da baía de Vitória porque descobriu que o valor cobrado para a derrocada de pedras era muito superior ao praticado no mercado. Acontece que o TC comparou o trabalho feito num morro com um serviço feito no fundo do mar. Queria que o custo fosse o mesmo. Por conta dessa bobagem a dragagem foi paralisada e a economia e a sociedade perderam milhões devido a impossibilidade do porto receber navios de maior calado.
Os Tribunais de Contas, apesar de terem descoberto muitas falcatruas, cometem muitos erros e provocam um enorme prejuízo a economia. Falhas como as citadas são comuns e provam que estas instituições não estão preparadas para cumprir suas atribuições.
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domingo, 1 de junho de 2014
domingo, 17 de junho de 2012
OGX x Petrobras
O gráfico abaixo compara a OGX com a Petrobras e o Ibovespa. Está claro que a OGX é uma ação muito mais volátil e seu desempenho nos últimos 12 meses foi notadamente fraco. Contudo, todos preferem falar mal de sua congênere estatal, a Petrobras. O fato é que a empresa de Eike Batista não gera lucro, está em fase pré-operacional. Seus poços podem ter até reservas comprovadas, mas não se sabe se produzirão o lucro esperado (será difícil se o preço do petróleo continuar depreciado). Portanto, a OGX pode valer qualquer coisa. Todas as análises que regularmente são publicas não passam de achismo, visto que tudo em relação a essa empresa ainda é uma incógnita.
domingo, 17 de julho de 2011
O erro de Obama
Quando assumiu a presidência, Obama pegou os EUA no auge da crise econômica. Era de se esperar que dessa prioridade absoluta a recuperação econômica. Porém, bastou sair o primeiro indicador positivo para alterar suas prioridades.
A reforma da saúde virou o objetivo principal. É verdade que ela poderia até reduzir o déficit orçamentário no futuro, mas demandou um enorme esforço da administração, enquanto a economia continuava cambaleante. Sem recuperação, as expectativas de recuperação da arrecadação de impostos se frustraram e o déficit orçamentário cresceu.
Para piorar, Obama não cumpriu de imediato uma de suas promessas de campanha: a retirada de tropas do Iraque e Afeganistão. Pelo contrário, para dar o golpe final elevou o número de soldados no Afeganistão e, conseqüentemente, os custos. Os recursos que poderiam ser injetados na economia foram para a área militar. Novamente, gastos crescentes e arrecadação insuficiente.
Agora os EUA estão a ponto de dar um histórico calote na dívida. O efeito imediato seria a dificuldade para captar recursos, com a conseqüente elevação dos juros e custos a serem pagos, o que levaria a um círculo vicioso. Para evitar a catástrofe, Obama, como todo bom democrata, apresenta como solução o aumento de impostos. E para conquistar o apoio popular, diz que o aumento vai atingir os ricos.
Os republicanos, corretamente, não estão aceitando a proposta de Obama, pois sabem que hoje são os ricos, mas amanhã serão os pobres. O déficit norte-americano não vai se resolver com o simples aumento de impostos. A solução seria a recuperação da economia, que no governo Obama ficou em segundo plano. Cortar gastos sociais pode parecer cruel, mas evitaria algo pior que seria a elevação dos custos para quem produz e o conseqüente desestímulo ao investimento.
A imprensa brasileira compra o demagogismo de Obama e acredita em suas falácias, vendendo a imagem dos republicanos como camaradas dos magnatas. De fato, os republicanos não são santos, até porque foi Bush quem provocou a volta do déficit aos EUA. Mas no momento atual, a posição dos republicanos é a mais correta.
A reforma da saúde virou o objetivo principal. É verdade que ela poderia até reduzir o déficit orçamentário no futuro, mas demandou um enorme esforço da administração, enquanto a economia continuava cambaleante. Sem recuperação, as expectativas de recuperação da arrecadação de impostos se frustraram e o déficit orçamentário cresceu.
Para piorar, Obama não cumpriu de imediato uma de suas promessas de campanha: a retirada de tropas do Iraque e Afeganistão. Pelo contrário, para dar o golpe final elevou o número de soldados no Afeganistão e, conseqüentemente, os custos. Os recursos que poderiam ser injetados na economia foram para a área militar. Novamente, gastos crescentes e arrecadação insuficiente.
Agora os EUA estão a ponto de dar um histórico calote na dívida. O efeito imediato seria a dificuldade para captar recursos, com a conseqüente elevação dos juros e custos a serem pagos, o que levaria a um círculo vicioso. Para evitar a catástrofe, Obama, como todo bom democrata, apresenta como solução o aumento de impostos. E para conquistar o apoio popular, diz que o aumento vai atingir os ricos.
Os republicanos, corretamente, não estão aceitando a proposta de Obama, pois sabem que hoje são os ricos, mas amanhã serão os pobres. O déficit norte-americano não vai se resolver com o simples aumento de impostos. A solução seria a recuperação da economia, que no governo Obama ficou em segundo plano. Cortar gastos sociais pode parecer cruel, mas evitaria algo pior que seria a elevação dos custos para quem produz e o conseqüente desestímulo ao investimento.
A imprensa brasileira compra o demagogismo de Obama e acredita em suas falácias, vendendo a imagem dos republicanos como camaradas dos magnatas. De fato, os republicanos não são santos, até porque foi Bush quem provocou a volta do déficit aos EUA. Mas no momento atual, a posição dos republicanos é a mais correta.
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